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29 de Abril de 2017
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    SeaWorld planeja separar ursas polares e explorar uma delas para reprodução

    Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

    Um preocupado especialista em mamíferos marinhos informou ativistas pelos direitos animais sobre o plano do SeaWorld de separar as ursas polares e melhores amigas Snowflake e Szenja em seu parque de San Diego, nos Estados Unidos.

    O parque quer enviar Snowflake para o Pittsburgh Zoo e explorá-la para reprodução para fins comerciais. Isso deixaria Szenja, que viveu com Snowflake desde 1997, sem nenhum companheiro de sua própria espécie. E, claro, qualquer urso polar bebê resultante seria condenado a uma existência miserável em recintos que são um milionésimo do tamanho do espaço que teriam na natureza.

    A PETA enviou uma carta ao CEO da SeaWorld, Joel Manby, pedindo-lhe que impedisse a separação e a tentativa de reprodução.

    Segundo fontes, o SeaWorld quer desesperadamente conseguir bebê urso polar para exibi-lo na instalação. O parque de San Diego é incapaz de obter ursos polares da natureza porque nem o Canadá nem o Alasca podem fornecer filhotes órfãos.

    A empresa não cumpre os padrões mínimos prescritos por leis internacionalmente reconhecidas de conservação de urso polar. O SeaWorld tentou engravidar Snowflake várias vezes, incluindo em 2015, quando ela foi drogada e forçosamente inseminada.

    O SeaWorld está tentando esconder o verdadeiro motivo do plano (ter um bebê no parque para atrair visitantes) sob o tapete enquanto finge defender a “conservação”.

    Mas mesmo se o bebê de Snowflake sobreviver – o que é duvidoso, dada a taxa de mortalidade infantil de 65% dos ursos polares cativos – ele nunca será libertado na natureza. Conservação significa a preservação de habitats naturais e proteger as espécies na natureza, não criar mais animais para viver em uma caixa de concreto.

    Além disso, o Pittsburgh Zoo perdeu sua aprovação no Association of Zoos and Aquariums em 2015 porque se recusou a cumprir os requisitos da organização para o manuseio seguro de elefantes. Em novembro de 2016, o parque foi citado por descumprimento crítico da Lei Federal de Bem-Estar Animal quando um recinto de morcegos inundou, matando 36 morcegos.

    A PETA declarou que continuará a pressionar o SeaWorld para não agravar o sofrimento destas ursas polares e não sentenciar mais animais a um destino sombrio.

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    Disponível em: http://anda.jusbrasil.com.br/noticias/427380607/seaworld-planeja-separar-ursas-polares-e-explorar-uma-delas-para-reproducao

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