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12 de Agosto de 2020
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    Radares estão ajudando a diminuir acidentes envolvendo animais

    Os radares estão instalados em diferentes regiões da BR 262, no trecho entre Corumbá e Campo Grande. Eles somam pouco mais de 20 no total, os radares estão dispostos de forma que no trecho entre Corumbá e Miranda a velocidade máxima permitida é de 80 km por hora, mas depois desse trecho a velocidade é alterada para veículos leves e passa a ser 100km por hora para veículos leves e se mantêm em 80 para veículos pesados. Essa diferença é dada pelo fato que a incidência de acidentes com animais silvestres e maior no trecho entre Corumbá e Miranda, além disso, a má conservação asfáltica é visível nesse trecho da rodovia.

    Segundo um estudo da UFPR (Universidade Federal do Paraná) para os motoristas de ônibus, caminhão e carros de passeio que trafegam na BR-262, no Mato Grosso do Sul, o excesso de velocidade é a principal causa dos atropelamentos da fauna na rodovia. Entre as cinco razões descritas no questionário formulado pela UFPR, através do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (UFPR/ITTI), 66,6% assinalaram esta opção. O descuido na direção é apontado por 54,5% como a segunda principal causa de acidentes com animais. É possível assinalar mais de uma razão para os acidentes.

    Em abril, foram entrevistados 101 motoristas na BR-262/MS, no trecho próximo ao Buraco das Piranhas, em Corumbá. Quase a totalidade deles (98,01%) admitiram que o atropelamento da fauna é um dos principais problemas na rodovia. Entre os entrevistados, 47,5% já presenciaram pelo menos um acidente deste tipo e 17,8% reconheceram ter atropelado algum animal.

    No ano passado, o percentual de motoristas de ônibus, caminhão e carros de passeio que utilizaram a BR-262/MS, relataram que 37,4% do excesso de velocidade foi a principal causa dos atropelamentos. A falta de visibilidade apareceu em segundo lugar, apontada por 55,5% dos entrevistados. Na pesquisa de abril, este percentual teve pouca diferença (54,5%).

    Esta é a terceira coleta de dados feita pela UFPR/ITTI, que é responsável pelo projeto BR-262 - Faço Parte deste Caminho, que iniciou em 2011 com as obras de revitalização da rodovia no trecho entre Anastácio e Corumbá. Desde então, trabalha na sensibilização da comunidade sobre questões como atropelamento de fauna, queimadas e tráfico de animais.

    Atropelamento da fauna

    Durante um ano, o Programa de Monitoramento de Atropelamentos da Fauna vistoriou todas as semanas a BR-262/MS, entre Corumbá e Anastácio, para registrar o número de animais atropelados. No trecho de 284 quilômetros entre os dois municípios, no Mato Grosso do Sul, foram encontrados 610 animais mortos.

    Após esse monitoramento a UFPR/ITTI fez a Proposta de Dispositivos de Proteçâo a Fauna, que inclui em seu programa a implantação de radares nos trechos onde ocorrem mais atropelamentos, além da colocação de telas e do corte da vegetação mais densa que prejudica a visibilidade do motorista.

    A partir dos dados de identificação de pontos críticos de atropelamentos levantados pelo programa e repassados para a Superintendência Regional do DNIT, em Campo Grande, quatro radares já foram instalados no trecho de Anastácio a Corumbá.

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