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16 de Fevereiro de 2020
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    Número de cachorros mortos em cidade do Pará pode chegar a 300 após limpeza de prefeito

    Após uma determinação do prefeito da pequena cidade de Santa Cruz do Arari (PA), no fim de maio, 300 cachorros podem ser sido mortos. A ordem dada foi para fazer uma “limpa” no pequeno município, que fica na Ilha do Marajó. O extermínio estaria sendo recompensado.

    Por cada cachorro macho, a prefeitura paga R$ 5. O preço das fêmeas é ainda maior: R$ 10 por cada uma recolhida.

    Depois de capturados, os cachorros são levados para a beira do rio. Amarrados, eles são colocados no porão de barcos. Tudo foi filmado por um homem, que denunciou o caso à polícia. Ele está sendo ameaçado e teve que fugir para a capital do Estado, Belém.

    O prefeito Marcelo Pamplona diz que a decisão foi tomada porque as ruas do município estavam lotadas de cachorros, o que teria gerado sujeira e doenças. Ele e agentes que realizaram a ação serão ouvidos. Pamplona diz que, apenas, mandou levar os animais para uma área rural.

    A Delegacia do Meio Ambiente investiga o caso. Se comprovadas as denúncias de maus-tratos, os envolvidos podem pegar até três anos de prisão.

    Atitude criminosa

    O médico veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará, Eriberto Figueiredo, condena a atitude do prefeito de Santa Cruz do Arari, na Ilha do Marajó, que determinou a caça de cães no município sob a alegação de que os animais estariam transmitindo doenças para a população. Segundo denúncias de moradores, os animais estariam sendo laçados e mortos.

    “Todos os animais transmitem doenças, mas o que esse prefeito está fazendo é crime, previsto em lei. Um cachorro pode passar para o humano doenças das mais simples às mais perigosas, mas certamente não é matando os cães que ele vai conseguir diminuir o número de pessoas doentes. Estudos mostram que matar cães não diminui as doenças. E que tipo de doenças são essas no município? Quem fez o levantamento epidemiológico? Quem diagnosticou?”, questiona o especialista.

    Com informações de R7

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